Alejandro Pagni/AFP
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Justiça boliviana anula ordem de prisão contra Evo Morales

Decisão é anunciada uma semana após afilhado político do ex-presidente vencer eleições

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2020 | 16h33

LA PAZ - A justiça boliviana anulou a ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales por supostos crimes de terrorismo uma semana depois de seu afilhado político, Luis Arce, ser eleito presidente, informou nesta segunda-feira, 26, o juiz Jorge Quino.

A ordem de detenção contra o ex-presidente, asilado na Argentina, foi suspensa porque "seus direitos foram desrespeitados, basicamente o direito à defesa, pois o ex-presidente não foi devidamente convocado", disse Quino, presidente do Tribunal Departamental de Justiça de La Paz, à emissora Unitel.

Evo se prepara para retornar à Bolívia depois de quase um ano no exílio, mas negou à Agência France Press ter intenção de participar do governo de Arce e garantiu que se dedicará à atividade sindical e à piscicultura.

Ainda sem saber a data de posse de Arce e do vice-presidente eleito, David Choquehuanca, Evo disse nesta segunda-feira que a Confederação Única dos Trabalhadores Camponeses da Bolívia será responsável por decidir o dia do seu retorno. 

"Há colegas que me pedem para ir à posse e fico muito grato. O irmão (presidente da Argentina) Alberto Fernández, tão solidário, tão humano, se ofereceu para me levar à Bolívia. Fui convidado (para a cerimônia). No entanto, os movimentos sociais estão discutindo. Eles vão decidir", enfatizou. 

"A Confederação Única dos Trabalhadores Camponeses da Bolívia está se reunindo, decidindo quando devo voltar. Me pedem que volte no dia 11 de novembro porque saí no dia 11 de novembro. É muito simbólico, mas repito, não está definido, eles vão decidir", ressaltou. /AFP

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