Justiça britânica abre inquérito sobre escutas ilegais

Nova denúncia indica que ex-diretora do News of the World deu celular grampeado para mãe de vítima de pedófilo

Efe e AP, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2011 | 00h00

A Justiça britânica abriu ontem oficialmente o inquérito público para investigar os grampos ilegais realizados pelo jornal News of the World, e trabalhará paralelamente à investigação policial. Em um novo capítulo do caso, a Scotland Yard confirmou ontem que ex-diretora do jornal Rebekah Brooks, deu um telefone grampeado para Sara Payne, mãe de uma menina de 8 anos morta por um pedófilo em 2000.

Ao lado de Sara, Rebekah iniciou uma campanha pelo jornal para mudar a lei britânica de proteção infantil, permitindo que pais tivessem acesso aos registros de pedófilos para identificar os que viviam nas vizinhanças.

Sara chegou a publicar um texto na última edição do News of the World, agradecendo o apoio do tabloide.

Ontem, a organização fundada por Sara Payne para lutar contra os abusos de menores disse que a polícia confirmou ter encontrado informações da mãe da vítima na base de dados do detetive Glenn Mulcaire, que cumpriu pena em 2007 por fazer grampos para o jornal. O telefone grampeado era justamente o celular dado a Sara por Rebekah. A ex-diretora do jornal disse que está "horrorizada" pela possibilidade de sua "amiga pessoal" ter tido o telefone grampeado.

Inquérito. A comissão de investigação paralela à policial será composta por seis integrantes, entre eles dois jornalistas, um ex-chefe de polícia e um defensor das liberdades civis. O grupo começará suas audiências em setembro. Serão investigados mais de 300 jornalistas e a Scotland Yard, por suborno e incompetência em sua investigação.

Apesar do escândalo, ontem a British Sky Broadcasting (BSkyB) respaldou James Murdoch como presidente da TV por satélite.

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