Justiça britânica permite uso do Twitter por repórteres em tribunais

Ferramente de microblogs foi usada durante audiência do fundador do WikiLeaks

Reuters

20 de dezembro de 2010 | 11h45

LONDRES - A Justiça britânica decidiu nesta segunda-feira, 20, que repórteres que cobrem casos judiciais poderão postar mensagens no microblog Twitter diretamente dos trinunais. O esclarecimento das regras sobre acobertura ao vivo dos julgamentos se deu após as audiências do fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

Amigos de Assange e jornalistas que compareceram à audiência da fiança do australiano na semana passada puderam usar o Twitter de dentro do tribunal. No entanto, um outro juiz proibiu a prática quando um recurso foi julgado em uma instância superior dois dias depois, causando confusão.

Sob regras provisórias divulgadas nesta segunda-feira, autoridades aprovaram o uso de equipamentos celulares nas salas, com prioridade a repórteres, sob condição de não atrapalhar as audiências.

"O uso de um equipamento moderno não-intrusivo, de mão, virtualmente silencioso para o propósito de reportagem simultânea de procedimentos ao mundo exterior enquanto eles acontecem na corte é improvável de interferir com a administração própria da justiça", disse Igor Judge, a mais importante autoridade legal na Inglaterra e no País de Gales.

"Poderá ser necessário ao juiz limitar as comunicações de texto ao vivo aos representantes da imprensa para usos jornalísticos e restringir seu uso pelo público geral na corte", acrescentou.

O trabalho da imprensa nos tribunais britânicos é controlado rigidamente, com a cobertura televisiva e fotográfica proibida e a gravação de áudio permitida apenas em circunstâncias especiais.

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