Prensa Presidencial
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Justiça colombiana autoriza extradição de suspeito de matar deputado chavista

Suprema Corte deu aval na quinta-feira para que Leiver Padilla Mendoza responda pelo crime na Venezuela; medida será avaliada pelo presidente Juan Manuel Santos

O Estado de S. Paulo

01 de maio de 2015 | 16h16

BOGOTÁ - A Suprema Corte da Colômbia autorizou na quinta-feira, 30, a extradição para a Venezuela de Leiver Padilla Mendoza, suspeito de ter assassinado em outubro o deputado chavista Robert Serra. Para a Corte, o país vizinho cumpriu os requisitos necessários para dar continuidade nos trâmites legais da extradição, afirmou uma fonte com acesso ao caso.

De acordo com a decisão da Suprema Corte reproduzida por veículo de comunicação colombianos, os processos realizados pela Venezuela "permitem crer que as exigências legais para conceituar de maneira legal a solicitação de extradição" foram tomados.


Agora, a solicitação será analisadas pelo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, que decidirá se autoriza ou não a extradição de Padilla Mendoza.

Padilla Mendoza, conhecido como "El Colombia", continua na prisão colombiana de Cómbita, no centro do país, para onde foi levado depois de ser preso em novembro na cidade de Cartagena.

As autoridades venezuelanas o acusam de ser ter liderado o grupo que, segundo as investigações, orquestrou o assassinato de Serra - morto a tiros no interior de sua residência.

Na sua decisão, a Suprema Corte relembrou que "El Colombia" tem nacionalidade venezuelana e colombiana e que por isso a Venezuela "deverá garantir a permanência dele em condições de dignidade e respeito", seja ele absolvido ou condenado.

A demora para a Corte analisar o pedido de extradição de Padilla Mendoza foi duramente criticada na Venezuela, mas a Colômbia se defendeu alegando que os procedimentos legais para esse tipo de decisão são mesmo demorados. / EFE

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