Justiça conclui os exames de DNA de herdeiros do Clarín

O jornal Clarín publicou ontem a confirmação final de que os herdeiros do grupo que controla o jornal argentino não são filhos de desaparecidos políticos. A suspeita, que virou uma polêmica nacional, foi levantada por Néstor e Cristina Kirchner. O ex-presidente e a atual líder chegaram a acusar publicamente a diretora do Grupo Clarín, Ernestina Herrera de Noble, de ter roubado bebês durante a ditadura no país. A Justiça, então, recolheu amostras de sangue e saliva dos herdeiros Marcela e Felipe e passou a compará-las com amostras de DNA de um banco nacional de famílias que buscam parentes desaparecidos durante o regime militar. As amostras de material genético foram cedidas voluntariamente. Ontem, o jornal anunciou que os últimos exames que faltavam também deram resultado negativo, afastando completamente a hipótese de que os filhos de Ernestina sejam, na verdade, de vítimas da ditadura. O jornal voltou a atribuir todo o processo contra sua diretora à "perseguição do governo contra o grupo Clarín". Em dezembro, entrará em vigor a chamada Lei da Mídia, que obrigará o grupo a se desfazer de parte de suas empresas.

O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2012 | 03h02

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