Munir uz Zaman / AFP
Munir uz Zaman / AFP

Justiça condena à morte colaborador da guerra de 1971 em Bangladesh

Abdus Subhan, um dos principais líderes do partido islâmico Jamaat-e-Islami, foi condenado por assassinato, incêndio criminoso e roubo

O Estado de S. Paulo

18 de fevereiro de 2015 | 13h13


DACA - Um tribunal especial que julga crimes de guerra cometidos na Guerra de Independência de Bangladesh, em 1971, condenou à morte nesta quarta-feira, 18, Abdus Subhan por assassinato em massa, incêndio criminoso e roubo. Ele é um dos principais líderes do Jamaat-e-Islami, maior partido político islâmico do país.

O juiz principal de um painel de três componentes, Obaidul Hasan, anunciou o veredicto em um tribunal lotado na capital do país, Daca. Subhan enfrentava nove acusações, entre elas o assassinato de 400 pessoas em diversos vilarejos do norte de Bangladesh. A defesa afirmou que apelará da decisão.

Subhan, de 79 anos, é o nono líder do partido islâmico a ser condenado por crimes de guerra desde que a primeira-ministra Sheikh Hasina iniciou o processo de julgamento, em 2010. Um dos sentenciados já foi enforcado.

O governo de Bangladesh culpa soldados do Paquistão e colaboradores locais pela morte de três milhões de pessoas durante a Guerra de 1971, que durou nove meses. Mais de 200 mil mulheres foram estupradas e cerca de dez milhões de pessoas foram abrigadas em campos de refugiados na Índia, país vizinho.

O julgamento dos suspeitos de crimes de guerra é um desafio para Hasina, pois muitos deles são política e socialmente influentes. Além disso, sua oposicionista, a ex-primeira-ministra Khaleda Zia, que governou o país de 2001 a 2006, é aliada do Jamaat-e-Islami. /AP

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