Justiça condena agentes de segurança de Pinochet

Uma corte chilena se recusou a aplicar uma controversa lei de anistia emitida pela antiga ditadura e sentenciou cinco oficiais da reserva do Exército à prisão, num caso de direitos humanos. A Corte de Apelações de Santiago determinou que a anistia não pode ser aplicada no caso do desaparecimento, em 1975, de um dissidente, depois de ele ter sido preso por agentes do serviço secreto do general Augusto Pinochet.Enquanto o dissidente, Angel Sandoval, permanecer desaparecido, sua causa deve ser considerada um seqüestro, e, desta forma, um crime passível de condenação, determinou a corte. A lei apenas garante anistia a crimes cometidos até 31 de março de 1978, por isso, ela não se aplica a casos que a corte considera ainda abertos.O general Manuel Contreras, chefe do temido serviço secreto de Pinochet conhecido como DINA, foi sentenciado a 15 anos de prisão. Dois outros generais da reserva, um coronel e um sargento foram sentenciados a penas que variam de 5 a 15 anos de prisão.Segundo grupos de direitos humanos, o caso de Sandoval deverá abrir precedente para várias causas similares que correm em outras cortes do país.

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