Justiça condena líderes de facção da Al-Qaeda na Indonésia

Dujana e Zarkasih devem cumprir 15 anos de prisão; sentença não abrange ataque em Bali, que matou 240

Agências internacionais,

21 de abril de 2008 | 09h26

A Justiça da Indonésia declarou o grupo militante asiático Jemaah Islamiyah como organização terrorista e sentenciou os seus dois líderes a 15 anos de prisão. Abu Dujana, comandante da facção, foi considerado culpado de conspiração para ataques terroristas, tráfico de armas e por abrigar fugitivos. Zarkasih, que dirigia a o grupo desde 2005, foi condenado pelas mesmas acusações por um tribunal diferente.  A Jemaah Islamiya, considerada o braço da rede Al-Qaeda na Ásia, é acusada de cometer os atentados de Bali em 2002 e 2005, que mataram mais de 240 pessoas, e os ataques contra o Hotel Marriott e a Embaixada da Austrália em Jacarta, em 2004. A grande parte das vítimas era de turistas do resort. Porém, Dujana e Zarkasih não foram condenados formalmente pelos dois ataques. O juiz Wahjono sentenciou Dujana a 15 anos de prisão, afirmando que suas condenações públicas de terrorismo foram levadas em conta. Ele disse ainda que estava convencido do papel de Dujana na libertação de terroristas detidos. Questionado se apelaria da sentença, o líder de 37 anos do grupo islâmico afirmou que "pensará no assunto." Em um outro julgamento, o juiz Risdianto afirmou que Zarkasih, de 45 anos, teve a sentença reduzida pois ele liderou a célula terrorista por pouco tempo. A autoridade citou ainda o seu bom comportamento na prisão. A organização terrorista deseja a criação de um califado islâmico no Sudeste Asiático muçulmano. A Indonésia, país com a maior população muçulmana do mundo - mais de 200 milhões - viu o radicalismo religioso ressurgir nos últimos anos pelas mãos de alguns grupos islâmicos apesar de a maioria dos praticantes do islamismo neste país ser considerada moderada.

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