Justiça culpa Continental pela queda do Concorde

Uma das maiores tragédias da aviação civil da França, a queda de um avião Concorde na cidade de Gonesse, nas imediações de Paris, em 2000, foi, enfim, considerada esclarecida pela Justiça.

Andrei Netto CORRESPONDENTE / PARIS, O Estado de S.Paulo

07 de dezembro de 2010 | 00h00

Segundo a sentença, divulgada ontem, a culpa pelo acidente que deixou 113 mortos cabe à companhia aérea americana Continental Airlines, à qual pertencia o avião que decolara quatro minutos antes e do qual se desprendera uma peça metálica que causou o acidente no Aeroporto Charles de Gaulle.

A Continental, condenada por homicídio e ferimentos involuntários, terá de pagar de ? 195 mil de multa, destinada a 12 interessados, entre os quais a Federação Nacional de Vítimas de Acidentes Coletivos (Fenvac).

A Continental ainda deverá pagar ? 1 milhão em indenização e juros à companhia aérea proprietária do Concorde, a Air France. Segundo a Justiça da França, a culpa do acidente foi uma falha na manutenção do avião DC-10.

O mecânico da companhia John Taylor, de 42 anos, foi condenado a 15 meses de prisão com liberdade condicional. A Justiça ainda definiu que a EADS, a empresa que adquiriu a fábrica do Concorde, deverá arcar com 30% das indenizações.

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