Natacha Pisarenko/AP
Natacha Pisarenko/AP

Justiça da Argentina liberta vice de Cristina, mas investigações continuam

Amado Boudou estava preso desde novembro de 2017, acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha

O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2018 | 02h14

BUENOS AIRES - O ex-vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, saiu da prisão nesta sexta-feira, 12, onde estava detido preventivamente desde o início de novembro. A Justiça determinou a soltura dele e do sócio José María Nuñez Carmona na quinta-feira, mas somente Carmona saiu no mesmo dia.

++ Juiz pede fim de foro e prisão de Cristina Kirchner

Boudou, que foi vice-presidente no governo de Cristina Kirchner, ainda está sob investigação por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, crimes que o levaram à prisão no ano passado.

O tribunal decidiu libertar Boudou por condirar improvável que ele interferisse no caso. Ex-ministro da Economia, também sob o governo Kirchner, ele é investigado por faturamento de gastos em viagens ao exterior quando exercia o cargo (2009-2011). Ele nega qualquer irregularidade.

++ Cenário: detenção de Cristina é improvável no curto prazo

Eduardo Durañona, advogado do ex-vice-presidente, disse que Boudou seria levado para uma residência no bairro de Barracas, em Buenos Aires. "As condições não foram dadas para a prisão durante a noite de uma pessoa que estava passando por um julgamento por cinco anos", argumentou Durañona.

Boudou foi um dos vários funcionários de alto nível na administração de Cristina, entre 2007 e 2015, preso por acusações de corrupção. Em outubro, Julio De Vido, legislador que foi ministro de Planejamento, se entregou às autoridades depois que a câmara baixa do Congresso votou para retirar seu foro privilegiado.

++ Justiça argentina mantém indiciamento de Cristina por lavagem de dinheiro

De Vido deu indícios de que poderia dar detalhes de corrupção na concessão de obras que envolveriam Cristina. Ele é investigado po supostos desfalques no governo.

A própria Cristina foi indiciada em 2016. Ela ganhou um assento no Senado durante as eleições recentes, o que lhe concede sua imunidade. Cristina descarta as acusações e as considera como ataques politicamente motivados por seu sucessor, o presidente Maurício Macri. /AP e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.