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Martín Alipaz/EFE
Martín Alipaz/EFE

Justiça da Bolívia autoriza transferência de ex-presidente presa para clínica

Defesa de Jeanine Áñez expressou que a política tem problemas de hipertensão que colocaram 'sua vida em risco' e que o objetivo é 'preservar sua saúde'

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2021 | 19h11
Atualizado 19 de março de 2021 | 19h44

LA PAZ - A Justiça boliviana autorizou a transferência nesta sexta-feira, 19, por motivos de saúde, da ex-presidente Jeanine Áñez para uma clínica, com escolta policial. Ela se encontra em prisão preventiva acusada de participar de um golpe contra seu antecessor Evo Morales.

Na audiência de ação de liberdade realizada de maneira virtual, o júri do Décimo Tribunal de Sentença autorizou que ela seja transferida da penitenciária para receber atendimento médico devido a problemas de hipertensão. 

A defesa de Áñez expressou que a política tem problemas de hipertensão que colocaram "sua vida em risco" e que o objetivo é "preservar a saúde" da cliente. Com a voz debilitada, Áñez disse na audiência que está na prisão de Obrajes com oxigênio, pressão alta e desequilibrada, motivos pelos quais o juiz permitiu a transferência imediata.

Carolina Ribera, filha da ex-presidente, disse na audiência que estava "angustiada e desesperada" pela saúde da mãe. "Não me deixam vê-la, as autoridades penitenciárias não nos dão qualquer informação sobre a minha mãe", reclamou.

Áñez deu entrada no presídio feminino de Obrajes, em La Paz, no domingo, depois de ter sido detida na véspera na cidade de Trinidad, capital do departamento amazônico de Beni (nordeste), em uma operação policial.  

Horas antes, seus ex-ministros da Justiça Álvaro Coímbra e Energia Rodrigo Guzmán também foram presos pelo mesmo período na prisão de San Pedro, em La Paz. Há outros três ex-ministros com mandado de prisão, ex-chefes militares, ex-chefes de polícia e outros civis. 

O nome de Áñez, que deixou o poder em novembro de 2020, aparece em uma denúncia por sedição, terrorismo e conspiração que a ex-deputada do Movimento ao Socialismo (MAS), Lidia Patty, fez em dezembro contra o líder cívico da rica região de Santa Cruz, o direitista Luis Fernando Camacho, eleito governador daquele departamento nas eleições locais recentes. 

Evo renunciou em novembro de 2019, após 14 anos no poder, em meio a violentos protestos promovidos por opositores que denunciaram que o então presidente havia cometido fraude nas eleições do mês anterior, quando ansiava por um quarto mandato de cinco anos, até 2025./EFE e AFP 

 

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