Louis Lanzano/AP
Louis Lanzano/AP

Justiça da França pede acareação entre Strauss-Kahn e jornalista

Ex-diretor do FMI vai encontrar acusadora em processo de tentativa de estupro

estadão.com.br

23 Setembro 2011 | 18h55

PARIS - O ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn encontrará pessoalmente a mulher francesa que o acusa de tentar violentá-la, informou nesta sexta-feira, 23, a promotoria de Paris. Na ocasião, os depoimentos dos dois serão acareados como parte de uma investigação policial preliminar do processo enfrentado pelo francês. Segundo seu advogado, ele está "disponível para responder às perguntas da Justiça".
 
A escritora e jornalista Tristane Banon, hoje com 32 anos, afirma que o político francês a atacou em 2003, antes de assumir o comando do FMI, enquanto ela o entrevistava para colher depoimentos para um novo livro. Strauss-Kahn, de 62 anos, qualificou o episódio como imaginário e foi à Justiça contra Tristane, acusando-a por difamação.
 
Ele espera que o processo por tentativa de abuso sexual não resulte em punições, enquanto ela tem afirmado sistematicamente que deseja estar frente a frente com o francês para confrontá-lo.
 
Strauss-Kahn era considerado um dos principais nomes do Partido Socialista para a próxima eleição presidencial da França até ser preso em maio deste ano em Nova York, onde a camareira de um hotel o acusou de tentar estuprá-la. A denúncia foi anulada no fim de agosto, após se verificar que a suposta vítima caía em contradição em seus depoimentos.
 
O ex-diretor do FMI retornou à França este mês e pediu desculpas em uma entrevista de nove minutos na televisão sobre o "fracasso moral" do encontro sexual com a camareira guineense que levou à prisão dele e a três meses de batalha nos tribunais norte-americanos. Ele também lamentou, num outro programa de TV, transmitido em 18 de setembro, que tivesse "perdido tudo" por causa do escândalo em Nova York.
 
No entanto, os esforços de Strauss-Kahn para virar a página têm sido prejudicados pelas alegações de Tristane. Fontes da área judicial ouvidas pela Associated Press esperam que o Ministério Público da França arquive o processo movido pela escritora por falta de provas, tendo o fato ocorrido oito anos atrás.
 
Com Associated Press e Reuters
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