Justiça da Itália condena 110 em julgamento da máfia

Um tribunal da cidade de Milão, no norte da Itália, emitiu hoje sentenças de prisão para 110 pessoas, em um julgamento envolvendo a máfia calabresa Ndrangheta, segundo noticiado pela agência ANSA. Os réus vaiaram seus próprios advogados quando as sentenças foram entregues.

ÁLVARO CAMPOS, Agência Estado

19 de novembro de 2011 | 20h07

As maiores penas foram aplicadas a dois líderes das famílias mafiosas que atuam na região: Alessandri Manno foi condenado a 16 anos de prisão, enquanto Cosimo Barranca foi condenado a 14 anos. Pasquale Zappia, chefe das operações do grupo em Milão, teve de ser retirado do tribunal de ambulância, após passar mal quando soube que pegaria 12 anos de cadeia.

As condenações são resultado de uma enorme operação da polícia italiana contra a Ndrangheta, a maior em 15 anos, quando foram presos mais de 250 suspeitos, em julho de 2010. Entre os presos na ocasião estava Domenico Oppedisano, que na época tinha 80 anos e é considerado um dos maiores chefes da máfia calabresa.

Na época o promotor Alberto Cisterna disse que as prisões mostraram que o norte da Itália era a verdadeira base operacional da Ndrangheta, seu "centro econômico". O grupo se tornou atualmente a mais importante das quatro maiores organizações criminosas da Itália, seguido da Camorra, da Cosa Nostra e da Sacra Coronia Unita. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Itáliamáfiajulgamentocondenação

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.