Aftenposten/AP
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Justiça da Noruega ordena que extremista faça novo exame

Anders Breivik, homem que matou 77 pessoas em julho, havia sido classificado de 'psicótico'

Agência Estado

13 de janeiro de 2012 | 13h17

OSLO - Um tribunal da Noruega ordenou nesta sexta-feira, 13, a realização de uma nova avaliação psiquiátrica de Anders Behring Breivik, o homem que confessou ter praticado crimes que mataram 77 pessoas em julho, após um relatório anterior ter declarado que ele tinha problemas mentais.

 

A juíza Wenche Elizabeth Arntzen disse em Oslo que a nova avaliação é necessária, considerando-se as fortes críticas às conclusões iniciais, que indicam que Breivik deveria ser enviado uma instituição psiquiátrica em vez da prisão.

 

O norueguês de 32 anos confessou ser os responsável pela explosão de uma bomba no centro da capital norueguesa e por uma série de disparos numa ilha ao norte de Oslo que mataram no total 77 pessoas.

 

Breivik nega ser culpado e afirma que é o comandante de um movimento de resistência cujo objetivo é derrubar governos europeus e substitui-los por regimes "patrióticos" que deportariam imigrantes muçulmanos. Investigadores não encontraram sinal da existência de tal movimento e dizem que provavelmente Breivik planejou e realizou os ataques sozinho.

 

Arntzen disse que dois psiquiatras noruegueses - Agnar Aspaas e Terje Toerrisen - foram designados para fazer a nova avaliação.

 

A primeira avaliação, ordenada pelo tribunal, constatou que Breivik estava em surto psicótico durante os ataques, o que o tornaria mentalmente incapaz para ser condenado e preso. Os promotores disseram que o relatório, apresentado em novembro, descreve Breivik como um esquizofrênico paranoico que vive num "universo delirante".

 

A conclusão atraiu críticas de muitos especialistas que questionaram se alguém que sofre de grave doença mental pode realizar um ataque bem planejado. Arntzen também lembrou que os funcionários da prisão Ila, em Oslo, onde ele está detido, dizem que não observaram sinais que indiquem que ele é paranoico. "Essas circunstâncias nos levaram a permitir que especialistas independentes realizem uma nova avaliação, disse Arntzen.

 

Perguntada sobre o que acontecerá se o resultados da nova análise entrar em conflito com a primeira, ela disse que os dois relatórios serão considerados pelo tribunal quando o julgamento começar, em abril. As informações são da Associated Press.

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