Halkin Sesi TV/REUTERS
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Justiça da Turquia bloqueia acesso ao Twitter e YouTube

União dos Provedores de Internet confirmou medida; Decisão foi tomada após fotos de sequestro de promotor, na semana passada, não serem removidas dos dois sites

O Estado de S. Paulo

06 de abril de 2015 | 10h14

ANCARA - O acesso ao Twitter e ao YouTube foram bloqueados na Turquia nesta segunda-feira, 6, por uma decisão judicial com base em queixas de usuários, segundo uma fonte da indústria de telecomunicações do país. Também nesta segunda, um promotor solicitou a proibição de sites de mídia social depois da circulação de imagens do incidente envolvendo a morte de um promotor na semana passada.

De acordo com a agência de notícias estatal Anadolu, a União dos Provedores de Internet confirmou o bloqueio aos dois sites. Ainda segundo a agência, o bloqueio ocorreu em razão de Twitter e YouTube não terem removido imagens do promotor mantido refém mesmo depois de serem oficialmente notificados.

Não é a primeira vez que o país restringe o acesso aos dois sites. O Twitter e o YouTube também foram bloqueados pouco antes das eleições locais, em março de 2014, depois que gravações de áudio que supostamente mostravam corrupção no círculo próximo ao então primeiro-ministro Tayyip Erdogan foram distribuídas nos sites. A decisão causou grande tumulto entre o público e atraiu duras críticas internacionais.


De acordo com a agência Reuters, o órgão regulador de telecomunicações da Turquia ainda não o comentou a medida desta segunda-feira e também não divulgou comunicado sobre o assunto em seu site.

Os bloqueios acontecem menos de uma semana após um promotor de Istambul ter sido morto depois que forças de segurança invadiram o escritório onde membros de um grupo de extrema esquerda o haviam feito refém.

Segundo diversos jornais turcos, os bloqueios surgiram após fotos do promotor sendo mantido sob mira de uma arma terem circulado nas mídias sociais enquanto o cerco estava em andamento.

Proibição. Um porta-voz da Presidência da Turquia disse também nesta segunda-feira que um promotor turco está buscando a proibição das mídias sociais no país após a publicação das imagens na semana passada do promotor sendo mantido refém.

A Turquia entrou com cinco vezes mais pedidos de remoção de conteúdo junto ao Twitter do que qualquer outro país na segunda metade de 2014, segundo dados publicados em fevereiro pelo site de microblog. No ano passado, a Turquia endureceu leis que permitem que sites sejam bloqueados pelas autoridades mais facilmente. / REUTERS e AP

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