Justiça de Israel indicia ex-chanceler

A Justiça israelense indiciou ontem Avigdor Lieberman, ex-ministro das Relações Exteriores e líder do partido de extrema direita Yisrael Beiteinu, por quebra de confiança e fraude. Há duas semanas, Lieberman renunciara ao cargo de chanceler para responder às acusações.

JERUSALÉM, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2012 | 02h03

O processo avança a menos de um mês das eleições e ameaça a carreira de uma das figuras em ascensão na cena política israelense. Nascido na Moldávia, Lieberman tornou-se o principal porta-voz do nacionalismo laico e radical apoiado por grande parte dos imigrantes da ex-URSS em Israel. Ele é parte do chamado "triunvirato" do governo de Binyamin Netanyahu, ao lado do próprio premiê e do ministro da Defesa, Ehud Barak.

A acusação mais grave que pesa contra o ex-chanceler está relacionada à promoção de um diplomata. O funcionário da chancelaria teria sido alçado na carreira depois de repassar informações sobre uma investigação policial contra o ministro. O líder do Yisrael Beitienu - "Israel, nossa casa", em hebraico - nega todas as acusações.

Lieberman continua a ocupar a chefia de seu partido, que integra a coligação de Netanyahu. O grupo, de direita, deverá ser o principal vencedor das eleições do dia 22. No entanto, se for condenado por quebra de confiança ou fraude, ele não poderá assumir um cargo executivo no próximo governo.

A carreira política de Lieberman foi marcada por propostas e declarações polêmicas, que revoltaram partidos de centro e de esquerda em Israel e os palestinos. Ele, por exemplo, propôs que todos os novos cidadãos do país - incluindo árabes - fossem submetidos compulsoriamente a um juramento de fidelidade à bandeira israelense. Lieberman também propôs "devolver" aos palestinos vilas árabes dentro de Israel. / REUTERS

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