Justiça de Israel investigará casas de Bibi

A Justiça israelense fará uma investigação preliminar nas residências do primeiro-ministro Binyamin Bibi Netanyahu por suspeitas de irregularidades fiscais e desvio de dinheiro público.

JERUSALÉM, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2015 | 02h01

O procurador-geral Yehuda Weinstein, que determinou a investigação na quinta-feira, ressaltou que nesse momento não há prova que mostre o envolvimento direto de Netanyahu.

A investigação não deve começar antes de 17 de março, data das eleições legislativas antecipadas, portanto não terá influência na campanha eleitoral, afirmou o procurador.

O Ministério da Justiça divulgou um comunicado, segundo o jornal Jerusalém Post, confirmando que o caso não teria desdobramentos antes das eleições.

A investigação pode abordar o desvio de dinheiro de um programa de reciclagem de garrafas criado pela mulher de Netanyahu, Sara, ou a compra de móveis para a casa de férias do premiê em Cesareia.

Weinstein decidiu levar a investigação adiante após receber na semana passada um relatório da Controladoria-Geral, que também menciona a contratação de um funcionário do partido Likud como eletricista para a casa de Cesareia durante um fim de semana das férias.

O relatório e evidências apresentadas pelo ex-funcionário da residência Meni Naftali, sugerem que o foco da investigação pode ser o vice-diretor de Gabinete de Netanyahu, Ezra Seidof. Sara também pode ser um dos alvos e os dois podem ser chamados para depor.

"A Procuradoria estima que a quantidade de casos justifica a investigação preliminar. Quando esse passo acabar, será decidido se uma investigação criminal será aberta", disse Weinstein. /AFP

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