Justiça de Israel liberta 35 pais ultraortodoxos

A Suprema Corte de Israel libertou ontem um grupo de 35 judeus ortodoxos que haviam sido detidos por violar uma ordem que proíbe a segregação em uma escola para meninas na Cisjordânia. Um porta-voz do tribunal anunciou um compromisso para que elas possam terminar o ano letivo, na quarta-feira, até que um acordo definitivo seja assumido durante as férias.

AE, Agência Estado

28 de junho de 2010 | 07h42

Cerca de 200 meninas entre 6 e 14 anos estudam na escola Beit Yaakov, na colônia Emanuel, perto de Nablus, que abriga 3,7 mil ortodoxos. A escola virou símbolo do debate sobre religião e Estado e mostrou o preconceito uma divisão entre os judeus.

Há dois anos, o colégio separou com um muro de concreto as alunas de origem europeia (ashkenazi) e as originárias do norte da África e Oriente Médio (sefarditas). "A segregação existe, não podemos negar, mas é apenas religiosa, justificada pelas diferenças entre as tradições sefarditas e ashkenazis", disse ao jornal O Estado de S. Paulo o jornalista ultraortodoxo Dudi Zilbershlag.

Na semana passada, cerca de cem mil ortodoxos saíram às ruas para acompanhar a prisão de 35 colonos de Emanuel, que se recusam a acatar a decisão judicial e aceitar o ensino integrado. Outras nove mães de alunas começarão em breve a cumprir pena de duas semanas pelo mesmo motivo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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