Justiça de Israel mantém decisão de despejar assentamento de Amona

A Suprema Corte de Justiça de Israel rejeitou um recurso interposto por colonos do assentamento judaico de Amona, na Cisjordânia. Com a decisão, cerca de 6.000 efetivos da polícia e do Exército se preparam para despejá-lo e destruir nove edifícios do assentamento. As forças de segurança podem utilizar escavadeiras e outros equipamentos para realizar a missão.A polícia e o Exército temem que aconteçam incidentes violentos no despejo e na demolição de edifícios no assentamento de Amona. "Todo aquele que se opor à nossa missão, será detido", advertiu uma fonte policial.Oito agentes policiais ficaram feridos na madrugada desta quarta-feira, antes da operação ser autorizada pela Justiça, quando os colonos recorreram ao Tribunal Superior de Justiça, que o rejeitou.A decisão de despejar os ocupantes do assentamento e destruir nove edifícios de cimento foi tomada pelo governo depois que os colonos não puderam provar que o assentamento fica sobre terras palestinas, que adquiriram legalmente.Ao retomar a operação, após a decisão final do Tribunal, se temiam violentos choques entre mais ou menos 2.000 extremistas israelenses, solidários com os colonos de Amona, e as forças de segurança, que não portam armas, só bastões e gases lacrimogêneos.

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