Justiça de Madagáscar aceita troca de presidente

A mais importante Corte de Madagáscar endossou hoje a posição do Exército de substituir o deposto presidente por seu rival. "Andry Nirina Rajoelina está no posto de Presidente da República", afirmou a corte, em uma mensagem no rádio hoje. O até então líder oposicionista tem 34 anos. A corte não informou suas razões para aceitar a mudança, dizendo apenas que Marc Ravalomanana deixou o cargo vago e deixou aos militares a decisão sobre como substituí-lo.

AE-AP, Agencia Estado

18 de março de 2009 | 10h45

Durante meses, Rajoelina comandou protestos contra o governo e pressionou Ravalomanana a renunciar. Ele acusava o presidente de desvio de dinheiro público e de minar a democracia na ilha do Oceano Índico, na costa sudeste da África. Alguns dos protestos levaram a enfrentamentos com mortes. No mês passado, um protesto terminou com pelo menos 25 mortes, o que custou a Ravalomanana o apoio de parte dos militares. O motim ganhou força e também apoio popular. Após resistir durante semanas, Ravalomanana informou ontem que entregaria o poder. Ao mesmo tempo, o rival marchava pelas ruas da capital.

A União Africana examina se houve ou não um golpe, o que levaria à automática suspensão de Madagáscar da aliança. Haverá um encontro amanhã para tratar do assunto. A França, ex-metrópole de Madagáscar e principal doador do país, falou hoje sobre a instabilidade política na ilha. "Nosso desejo é que Madagáscar retorne rapidamente à ordem constitucional normal", afirmou um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores em Paris. Segundo ele, o prazo dado pela nova liderança para a realização de novas eleições, de dois anos, é "muito longo".

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