Justiça decide resultados de eleição no Zimbábue na segunda

Corte afirma que analisará recurso da oposição obrigado divulgação do vencedor apenas na próxima semana

Agências internacionais,

09 de abril de 2008 | 13h36

Advogados de oposição e delegados eleitorais anunciaram nesta quarta-feira, 9, que a Suprema Corte do Zimbábue tomará sua decisão sobre uma petição oposicionista exigindo a divulgação dos resultados das eleições presidenciais de 29 de março.    Veja também: Partido governista apóia Mugabe para disputar 2.º turno Oposição do Zimbábue proclama vitória com 50,3% do votos Governo e oposição negam acordo para transição no Zimbábue Mugabe negocia possível transição com oposição, diz 'NYT' Dúvida é se Mugabe aceitará veredicto Robert Mugabe, ditador do Zimbábue há quase 30 anos   A votação ocorreu em 29 de março. Onze dias depois do fechamento das urnas, os resultados oficiais referentes às eleições presidenciais no país continuam sem terem sido divulgados. A oposição considera a demora uma prova de que seu candidato, Morgan Tsvangirai, derrubou o presidente Robert Mugabe.   As duas partes apresentaram seus argumentos aos juízes da Suprema Corte nesta quarta-feira. O advogado da Comissão Eleitoral George Chikumeirike disse que agora a máxima instância judicial do país precisa de tempo para avaliar os argumentos antes de julgar o caso.   O Movimento para Mudança Democrática (MDC), do candidato opositor mais forte, Morgan Tsvangirai, alega ter ganhado as eleições, enquanto o Zanu-PF, de Mugabe, quer a recontagem dos votos. O partigo governista acusa a oposição de tentar corromper autoridades eleitorais. Nas eleições parlamentares, os partidos de oposição obtiveram 109 assentos, enquanto o Zanu-PF conseguiu apenas 97. Foi a primeira vez que o partido fracassou em obter a maioria desde a independência do Zimbábue da Reino Unido, em 1980.   Recontagem   Ainda nesta quarta-feira, o MDC rejeitou um possível segundo turno nas eleições presidenciais contra o presidente Mugabe. O secretário geral do partido, Tendai Biti, disse também que a legenda rejeitará uma recontagem de votos nas eleições parlamentares. Mais cedo, o Ministro da Justiça, Patrick Chinamasa, disse que a comissão eleitoral havia ordenado a recontagem dos votos em cinco cadeiras parlamentares, e considerava aplicar a decisão em outras nove cadeiras.   Com o atraso da divulgação dos resultados e o temor de derramamentos de sangue, a Zâmbia convocou uma reunião de cúpula para discutir a crise. Na primeira intervenção direta de um vizinho do Zimbábue, o presidente do país, Levy Mwanawasa, pediu um encontro dos líderes da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) no sábado. "Pelos profundos problemas no Zimbábue, acredito que a questão deve ser levada a nível presidencial", disse Mwanawasa.   O pedido do presidente zambiano aparece depois do pronunciamento do líder do Congresso da África do Sul, Jacob Zuma, dizendo que os resultados das eleições de Zimbábue devem ser divulgados logo, indicando uma reação mais energética para a crise que o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, que defende a "diplomacia silenciosa."     (Matéria atualizada às 15 horas)

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