Yuri Gripas / Reuters
Yuri Gripas / Reuters

Justiça derruba sigilo de relatório que investigou interferência russa em favor de Trump

Sentença é vitória para deputados e senadores democratas, que tentam acesso ao documento, divulgado apenas parcialmente

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2020 | 22h49

A Justiça dos EUA decidiu nesta terça-feira, 10, que o Departamento de Justiça deve divulgar aos parlamentares democratas a íntegra do relatório de Robert Mueller, investigação conduzida pelo procurador especial que apurou a interferência russa em favor do presidente Donald Trump, na eleição de 2016. 

A sentença, que ainda cabe recurso, é uma vitória para os deputados e senadores democratas, que tentam acesso ao documento, que só teve divulgação parcial. O relatório foi usado como guia do processo de impeachment de Trump – que foi aprovado pela Câmara dos Deputados, mas rejeitado pelo Senado.

Segundo a juíza Judith Rogers, responsável pela decisão, todas as investigações dos grandes júris são registros que pertencem ao Judiciário e não ao Departamento de Justiça. 

De acordo com trechos do relatório que se tornaram públicos, pessoas ligadas à equipe de Trump mantiveram contatos com a Rússia durante a campanha eleitoral e, mais tarde, o próprio presidente tentou demitir Mueller, que concluiu as investigações em março de 2017. 

No entanto, o relatório de Mueller aponta não haver provas suficientes para acusações formais de conspiração do presidente americano com a Rússia na eleição de 2016 ou posterior obstrução de Justiça. “Embora este relatório não conclua que o presidente cometeu um crime, ele também não o isenta”, escreveu Mueller. / NYT e REUTERS

 

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