Justiça desconsidera conversão de afegão ao Cristianismo

O caso contra o afegão que se converteu ao Cristianismo foi desconsiderado, informou o porta-voz do Tribunal Supremo, Abdul Wakil Omeri, neste domingo. A questão causou uma controvérsia internacional pela possibilidade de que Abdul Rahman fosse condenado à pena de morte. Rahman, um afegão de 41 anos que se tornou cristão aos 25, foi acusado de apostasia por "rejeitar o Islã", em uma denúncia apresentada por sua família. "A corte dispensou o caso contra Abdul Rahman por falta de informações e várias brechas legais", disse um oficial que participa do caso, que falou sob condição de anonimato. O oficial informou que o caso retornará à Promotoria para mais investigações e, enquanto isso, Rahman será libertado. "A decisão sobre a libertação de Rahman será tomada, provavelmente na segunda-feira. Eles não precisam mantê-lo na prisão enquanto o promotor analisa o caso". Abdul Wakil Omeri confirmou que o caso foi dispensado por "problemas com as provas dos promotores". Segundo ele, vários membros da família de Rahman disseram que ele tem problemas mentais. "É trabalho do escritório do procurador-geral decidir se ele é mentalmente apto para enfrentar um julgamento", apontou Omeri.

Agencia Estado,

26 Março 2006 | 11h14

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