Justiça diz que presos de Guantánamo devem ter advogados

Uma corte federal de apelações decidiu que os prisioneiros mantidos na prisão militar amerticana em Guantánamo, Cuba, devem ter acesso a advogados e ao sistema judicial dos Estados Unidos. A decisão é uma derrota grave para a administração Bush. O governo dos EUA argumenta que, como os 660 prisioneiros foram capturados fora do território americano, são suspeitos de terrorismo e estão detidos em solo estrangeiro, não é preciso submetê-los a julgamento.Mais cedo, uma corte de Nova York havia declarado que nenhum cidadão americano pode ser declarado "combatente inimigo" sem permissão prévia do Congresso. Em conseqüência, o tribunal ordenou à Justiça militar que liberte, no prazo máximo de 30 dias, o americano José Padilla, acusado de conspirar para perpetrar um atentado com uma bomba radiológica, conhecida como "bomba suja".Em junho do ano passado, Bush ordenou que se aplicasse a Padilla o status de combatente inimigo, que permite à Justiça militar deter um suspeito sem acusações formais e sem que possa ter assistência de advogado ou visita de familiares. Por 2 votos a 1, o tribunal de apelação decidiu que Bush não tem poder para ordenar a aplicação desse estatuto a cidadãos americanos.

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