Justiça do Egito condena 11 membros da Irmandade à prisão perpétua

Islamistas foram considerados culpados por mortes de policiais em Suez

O Estado de S. Paulo,

03 Setembro 2013 | 10h42

CAIRO - Um tribunal militar da cidade de Suez, no Egito, condenou nesta terça-feira, 3, 11 membros da Irmandade Muçulmana à prisão perpétua por cometer atos de violência durante os protestos do mês passado.

Os islamistas foram acusados de ter destruído seis veículos militares e agredido soldados nas manifestações organizadas em Suez após o Exército egípcio ter desarticulado um acampamento de partidários do presidente deposto Mohamed Morsi no Cairo. Por lei, um tribunal militar é o encarregado de julgar aqueles casos relacionados com ataques contra as forças militares.

Vários líderes e integrantes da Irmandade Muçulmana foram detidos desde o golpe que derrubou Morsi. Entre elesestá o guia espiritual do grupo, Mohammed Badie, que enfrenta acusações por incitar a violência, e o próprio Morsi, que se encontra detido pelos militares em um local desconhecido e que é acusado de ter ordenado a morte de manifestantes que protestavam em dezembro contra sua decisão de blindar seus poderes frente à Justiça.

As autoridades sustentam que estão realizando uma luta contra o terrorismo e reforçaram a segurança no país em previsão de novas manifestações, como as que foram convocadas hoje pela Irmandade Muçulmana. / EFE

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