Justiça do Irã prende aliado do presidente Ahmadinejad

A Justiça do Irã prendeu o promotor Saeed Mortazavi, aliado do presidente Mahmoud Ahmadinejad, em um novo episódio da queda de braço entre o líder eleito e a família Larijani, uma das mais influentes do país politicamente.

TEERÃ, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2013 | 02h09

A prisão de Mortazavi foi anunciada na noite de segunda-feira no site do Ministério Público, sem que os motivos fossem revelados. No mesmo dia, Ahmadinejad havia apresentado ao Parlamento um vídeo filmado secretamente em que Mortazavi era visto supostamente discutindo um negócio fraudulento proposto por Fazel Larijani, o mais jovem de cinco irmãos Larijani.

Entre eles, estão o chefe do Judiciário, aiatolá Sadegh Amoli Larijani, e o presidente do Parlamento, Ali Larijani, que deve se candidatar à presidência nas eleições previstas para 14 de junho.

Em visita ao Egito, a primeira de um presidente iraniano desde a Revolução Islâmica de 1979, Ahmadinejad condenou a prisão de Mortazavi e fez uma provocação à família. "O Judiciário pertence à nação, não é uma organização familiar", disse à agência Irna.

Aliado do presidente, Mortazavi foi acusado pelo governo do Canadá de envolvimento na morte, em 2003, de uma fotógrafa iraniana-canadense que estava presa em Teerã. Em 2010, o Parlamento concluiu que Mortazavi foi parcialmente responsável pela morte de três iranianos que haviam saído às ruas para protestar contra a reeleição de Ahmadinejad. Eles foram mortos sob custódia da polícia, em um incidente condenado pelo líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.

Diálogo. Após longo impasse, o Irã aceitou retomar as conversas sobre o controverso programa nuclear do país. De acordo com a agência Irna, negociadores iranianos se encontrarão com representantes da comunidade internacional no Casaquistão no dia 26. A decisão foi tomada em uma conversa por telefone entre membros do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã e da União Europeia. / AP e NYT

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