Justiça do Peru anula condicional de americana

LIMA

AP E REUTERS, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2010 | 00h00

Justiça do Peru anulou ontem a liberdade condicional da americana Lori Berenson, acusada de colaborar com o grupo rebelde Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA). Berenson, de 40 anos, foi até a Embaixada dos EUA em Lima e entregou-se voluntariamente à polícia assim que soube que havia uma ordem de detenção contra ela.

A americana tinha sido libertada em maio graças a um benefício penitenciário depois de cumprir 15 de uma pena de 20 anos de prisão. "Os juízes anularam a decisão, pois não foram cumpridos todos os requisitos processuais", disse uma fonte judicial.

O advogado de Berenson, seu ex-companheiro sentimental Anibal Apari, disse que ela voltaria à penitenciária com o filho, que nasceu no ano passado, enquanto cumpria pena.

Diante dos juízes, Berenson pediu perdão ao Peru pela violência que provocou no país e afirmou que já não representa um perigo para a sociedade. Fontes judiciais disseram que a revogação do benefício é temporário, até que a juíza que aprovou a liberdade condicional emita uma nova sentença, cumprindo requisitos como a verificação de seu domicílio. O vice-ministro peruano de Justiça disse que, no novo veredicto sobre o caso, os juízes podem outorgar novamente liberdade condicional à guerrilheira.

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