REUTERS/Mariana Bazo
REUTERS/Mariana Bazo

Justiça do Peru mantém prisão preventiva do ex-presidente Humala

Após quatro dias de deliberações, tribunal mantém 18 meses de detenção até que julgamento de Ollanta Humala e Nadine Heredia ocorra

O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2017 | 13h51

LIMA - A Justiça do Peru, por meio da Sala Penal de Apelações Nacionais declarou como infundado o recurso apresentado pelo ex-presidente peruano Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, contra sua prisão preventiva de 18 meses decretada no mês passada. Com isso, o casal aguardará o julgamento na cadeia. 

O tribunal rejeitou o pedido de Humala e Nadine após quatro dias de deliberações. O ex-presidente e sua esposa estão presos desde o dia 13 de julho, após o juiz Richard Concepción considerar que existe "um alto grau de probabilidade" de ambos terem cometido crimes de corrupção.

Humala e Nadine pediram na audiência de apelação realizada na última segunda-feira para passarem pela investigação em um regime de comparecimento restrito, e negaram ter a intenção de fugir do país ou de tentar dificultar o processo.

Ambos insistiram perante o tribunal que tinham cumprido escrupulosamente todas as regras de conduta impostas pela justiça durante a investigação contra eles e que não havia mérito para estarem submetidos ao regime de prisão preventiva.

Vários analistas consultados pela imprensa local indicaram que os dois têm a possibilidade de recorrer perante a Corte Suprema.

Humala e Nadine são acusados de terem recebido dinheiro ilícito da Venezuela e da empreiteira Odebrecht para as campanhas presidenciais de 2006 e 2011 - a empresa diz estar colaborando com as investigações.

O escândalo de corrupção da Odebrecht no Peru também envolveu os ex-presidentes Alejandro Toledo (2001-2006) e Alan García (1985-1990 e 2006-2011), acusados de terem recebido propina  para obter a concessão de obras públicas. / EFE

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.