REUTERS/Guadalupe Pardo
REUTERS/Guadalupe Pardo

Justiça do Peru revoga prisão preventiva do ex-presidente Humala e de sua mulher

Tribunal Constitucional concedeu habeas corpus para o casal, que poderá aguardar em liberdade o julgamento no caso em que são acusados de receber US$ 3 milhões em propina da construtora brasileira Odebrecht

O Estado de S.Paulo

26 Abril 2018 | 14h52

LIMA - O Tribunal Constitucional do Peru revogou nesta quinta-feira, 26, a prisão preventiva do ex-presidente Ollanta Humala e de sua mulher, Nadine Heredia, e ordenou que os dois aguardem em liberdade até serem julgados no processo pelo suposto recebimento de propina da construtora brasileira Odebrecht.

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"Amigo, conseguimos! O TC decidiu a favor do habeas corpus de Ollanta Humala e de Nadine Heredia, que serão libertados", escreveu no Twitter César Nakazaki, advogado do casal. 

Humala e a mulher estão presos há mais de nove meses a pedido da procuradoria do país, período em que foram coletadas informações e provas para processá-los pelo crime de lavagem de dinheiro por receber US$ 3 milhões da Odebrecht para a campanha eleitoral de 2011.

Segundo o ex-chefe da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, os três milhões foram entregues aos Humala a pedido do então presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva.

O casal apresentou este ano ao tribunal pedido de habeas corpus para aguardar o julgamento do caso em liberdade. "Os julgamentos são travados em liberdade", disse mais cedo o advogado Nakazaki.

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Em julho, durante as investigações, o juiz Richard Concepción Carhuancho ordenou que os dois fossem presos preventivamente por 18 meses para permitir o avanço do caso.

Humala governou o Peru de 2011 a2 016 e é um dos quatro ex-presidente do país investigados pelo escândalo de corrupção envolvendo a Odebrecht. Ele é o único, no entanto, que está preso. Os outros investigados são Pedro Pablo Kuczynski, Alan García e Alejandro Toledo. / AFP

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