Robyn Beck / AFP
Robyn Beck / AFP

Justiça dos EUA aprova indenização de US$ 800 milhões a vítimas de ataque a tiros em Las Vegas

Ataque em massa contra público de show country ao ar livre foi o pior da história do país e deixou 58 mortos em outubro de 2017; empresa dona de hotel onde atirador se instalou para fazer o massacre indenizará as vítimas

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2020 | 22h26
Atualizado 30 de setembro de 2020 | 23h02

LAS VEGAS - Um tribunal americano aprovou nesta quarta-feira, 30, um acordo de US$ 800 milhões (quase R$ 4,5 bilhões) para as vítimas do pior ataque a tiros em massa nos EUA, que deixou 58 mortos e mais de 800 feridos em Las Vegas, em outubro de 2017. A indenização será paga a cerca de 4,4 mil pessoas entre parentes de vítimas e sobreviventes do ataque. 

No massacre, um homem chamado Stephen Paddock abriu fogo com fuzis de alta potência do 32º andar do Mandalay Bay Resort e Cassino, fazendo mais de mil disparos contra uma multidão que assistia a um festival de música country ao ar livre. Pelo menos 22 mil pessoas assistiam ao show do cantor Jason Aldean.

O MGM Resorts International, o proprietário do cassino, pagará US$ 49 milhões de seus próprios fundos, enquanto o restante será pago por suas seguradoras, segundo a ordem judicial. Uma declaração anterior dizia que o acordo não equivaleria a uma admissão de responsabilidade por parte da MGM Resorts.

"Pela graça de Deus, eu e minha família vamos ficar bem", disse Stephanie Fraser, uma demandante no processo de La Palma, Califórnia. "Eu precisava ser capaz de proteger nossas crianças." 

O marido de Stephanie, Brian Fraser, vice-presidente de uma companhia de seguros, morreu após ser atingido no peito enquanto dançava com a mulher.

“Estamos gratos por essa decisão aproximar as famílias, vítimas e comunidade do fechamento (do caso)”, afirmou a empresa em um comunicado. A MGM lembrou que a decisão foi conhecida na véspera do aniversário do evento, nesta quinta-feira, 1º de outubro, definindo o momento de "grande tristeza e reflexão". As cerimônias de homenagem estão programadas para esta quinta-feira em vários locais em Las Vegas.

A MGM foi acionada pelas vítimas por negligência e por permitir que Paddock conseguisse se instalar em um de seus quartos com uma grande quantidade de armas e munições sem ser notado. 

Em 2018, a empresa tentou fazer com que os autores retirassem as demandas alegando que não tinha responsabilidade. Em outubro do ano passado, surgiu a primeira possibilidade de se estabelecer um acordo. 

O suicídio de Paddock, um contador de 64 anos, não permitiu aos investigadores determinar quais foram seus motivos. /AFP e AP 

 

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