Justiça dos EUA condena pais do 'menino do balão'

O casal norte-americano que orquestrou o boato segundo o qual seu filho de seis anos estaria a bordo de um balão desgovernado foi condenado hoje. O pai, Richard Heene, ficará preso durante 90 dias, com direito a 60 dias em regime semiaberto para que possa trabalhar enquanto cumpre pena. Já sua esposa, Mayumi, foi condenada pela Justiça do Estado do Colorado a cumprir 20 dias atrás das grades depois que seu marido concluir sua pena. A promotoria ainda busca o ressarcimento dos custos com a operação de busca, que poderia exceder os US$ 50 mil.

AE-AP, Agencia Estado

23 de dezembro de 2009 | 20h41

O casal também foi condenado a quatro anos de liberdade condicional e está proibido de lucrar com o boato. O cumprimento da sentença por parte do pai do menino começará em 11 de janeiro para que ele possa passar as festas de Natal e ano-novo com a família, decretou o juiz Stephen Schapanski. Richard Heene conteve as lágrimas e pediu desculpas, especialmente às equipes de resgate que acompanharam o balão depois da disseminação do boato.

A promotoria acusou Richard Heene de ter "empenhado muita energia e muito dinheiro em busca de publicidade". Para a acusação, é preciso passar a outras pessoas com o mesmo objetivo a mensagem de que elas serão punidas se montarem fraudes como a da família.

Richard Heene e sua esposa se declararam culpados de terem levado adiante a farsa de que o filho de seis anos estava a bordo de um balão desgovernado, em outubro passado. A intenção deles era promover um "reality show" do qual participariam. A viagem do balão foi acompanhada com comoção nos Estados Unidos e no mundo até a queda do objeto, quando foi então revelado que não havia ninguém a bordo - o garoto foi encontrado no sótão de sua casa.

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