Justiça dos EUA mantém processo contra Vaticano

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu hoje que não interromperá um processo em que o Vaticano é acusado de transferir um padre de cidade para cidade, apesar das repetidas acusações de abuso sexual contra ele.

AE-AP, Agência Estado

28 de junho de 2010 | 12h40

A mais alta instância do Judiciário norte-americano recusou-se a ouvir uma apelação da Santa Sé. O Vaticano quer o fim do processo que busca responsabilizar a Igreja Católica pelas mudanças do reverendo Andrew Ronan da Irlanda para Chicago e depois para Portland, apesar das acusações de abuso sexual.

As leis de imunidade soberana afirmam que um Estado - incluindo o Vaticano - são imunes a processos. Cortes federais dos Estados Unidos em instâncias inferiores notaram que, nesse caso, poderia haver uma exceção na legislação. Um juiz decidiu que havia relação suficiente entre o Vaticano e Ronan para que ele fosse considerado um empregado da Santa Sé, segundo a lei do Estado de Oregon.

Segundo documentos da Suprema Corte, Ronan começou a abusar de meninos durante os anos 1950, como um padre na arquidiocese de Armagh, na Irlanda. Ele foi então transferido para Chicago, onde admitiu ter abusado de três meninos na escola de ensino médio St. Philip''s. Ronan foi posteriormente transferido para a Igreja St. Albert''s, em Portland, no Oregon, onde foi acusado de abusar de outra pessoa. O religioso morreu em 1992.

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