Justiça dos EUA pede 30 anos de prisão para colombiano Ochoa

Promotores dos EUA estão pedindo 30 anos de prisão para Fabio Ochoa, ex-chefe do Cartel de Medellín, mas a defesa do narcotraficante insiste em que ele só pode ser sentenciado a no máximo 12 anos, de acordo com as condições de extradição impostas pela Colômbia. Uma comissão independente do tribunal propôs uma condenação de entre 19 e 24 anos, descontando os cinco anos de cárcere que o acusado cumpriu em seu país. Os promotores americanos querem que o chefe colombiano do que chamaram de ?a mais poderosa organização criminosa da história? passe mais tempo atrás das grades do que sugerem as normas. Mas admitem que qualquer condenação superior a 30 anos de prisão pode afetar as relações diplomáticas entre os dois países, de acordo com documentos apresentados perante o tribunal na quarta-feira. O juiz federal K. Michael Moore marcou uma audiência para a próxima terça-feira na qual ouvirá os argumentos que poderiam definir o futuro de um dos mais importantes barões da droga dos anos 80. Ochoa, de 46 anos, foi processado em maio por conspiração no tráfico de drogas, depois de ter ajudado a comandar o notório cartel. Enquanto que perante a lei americana uma condenação passada pode ser usada para aumentar uma nova sentença, a lei colombiana - sustentam os defensores de Ochoa - limitam a sentença do chefe do tráfico a 12 anos, já que o acordo para sua extradição está submetido a essa regra.

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