REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Justiça dos EUA prepara acusação contra dois chavistas

Comandante da Guarda Nacional Bolivariana e antigo oficial da agência antidrogas venezuelana teriam recebido dinheiro proveniente do tráfico de drogas, informou o jornal 'NYT'

O Estado de S. Paulo

16 de dezembro de 2015 | 10h34

NOVA YORK - A Justiça americana está se preparando para tentar levar aos tribunais duas figuras importantes do chavismo na Venezuela que, supostamente, receberam dinheiro do tráfico de drogas, informou na terça-feira 15 o jornal The New York Times.

Uma das pessoas é o comandante-geral da Guarda Nacional Bolivariana, Néstor Reverol, e a outra é um antigo oficial da agência antidrogas da Venezuela, Edilberto Molina. O NYT, que cita fontes não identificadas que estão acompanhando o caso, garante que Reverol e Molina serão acusados "em breve" em um tribunal federal do distrito nova-iorquino do Brooklyn.

A acusação, segundo o jornal, representará um novo caso nas tentativas da Justiça americana de perseguir indivíduos "que assumiram um importante papel no narcotráfico". A acusação contra Reverol pode ser anunciada ainda este mês e representará um dos casos de alto perfil que, supostamente, envolvem a elite política venezuelana, segundo o New York Times.

De acordo as mesmas fontes, Reverol teria "mais de uma década" de envolvimento com as organizações criminosas "que supostamente devia combater".

O jornal americano também diz que o chefe da GNB "alertou regularmente os traficantes sobre quando e onde seriam" as ações policiais e, em alguns casos, supostamente interrompeu ou impediu determinadas investigações. Reverol foi ministro do Interior e Justiça durante o governo do ex-presidente Hugo Chávez e esteve a cargo da agência antidrogas da Venezuela.

O NYT lembrou que não existe um tratado de extradição entre Venezuela e EUA e acredita que tanto Reverol como Molina estejam no país sul-americano. 

Atualmente, dois parentes do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, estão detidos nos EUA. Os dois foram presos em novembro, no Haiti, e transferidos para Nova York, acusados de narcotráfico. São Efraín Antonio Campo Flores, de 29 anos, e Francisco Flores de Freitas, de 30, afilhado e sobrinho de Maduro, respectivamente, que comparecerão na próxima quinta-feira diante de um juiz em uma audiência inicialmente programada para 18 de novembro.

A promotoria acusa os parentes de Maduro de conspirar junto com outras pessoas para enviar pelo menos cinco quilos de drogas para os EUA por meio de Honduras. Os acusados podem ser condenados à prisão perpétua caso sejam considerados culpados.

No dia 12 de novembro, Campo Flores e Flores de Freitas compareceram pela primeira vez diante do juiz, que ordenou sua prisão, sem fiança, em uma penitenciária de Nova York. /EFE

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