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Justiça egípcia marca julgamento de Morsi e líderes da Irmandade

Ex-presidente comparecerá a tribunal em 4 de novembro acusado de incitação à violência

O Estado de S. Paulo,

09 de outubro de 2013 | 09h21

CAIRO - Um tribunal egípcio marcou nesta quarta-feira, 9, a data do julgamento do presidente deposto Mohamed Morsi e de outros líderes da Irmandade Muçulmana para 4 de novembro, sob acusações de incitação à violência.O juiz Nabil Saleeb disse que Morsi, que foi deposto pelo Exército em julho, e membros da Irmandade foram indiciados por incitarem a morte e a tortura de manifestantes em frente ao palácio Etihadeya.

Entre os líderes da Irmandade que serão julgados junto ao líder deposto se encontram o vice-presidente do Partido Liberdade e Justiça, Esam el-Erian, e outro dirigente da legenda, Mohammed Beltagui. O Tribunal Penal do Cairo, presidido pelo juiz Ahmed Sabri Yousef, será responsável pelo processo.

As investigações da promotoria indicam que Morsi incentivou seus partidários a cometer assassinatos e empregar a violência contra os manifestantes pacíficos reunidos nas imediações do palácio de Itihadiya, onde estavam para protestar contra o polêmico decreto constitucional com o qual o então presidente tinha blindado seus poderes. A Justiça egípcia, composta por juízes em sua maioria nomeados pelo ex-ditador Hosni Mubarak , tem tomado decisões favoráveis ao governo interino desde o golpe de estado.

O Ministério Público argumenta que diante da negativa dos manifestantes de abandonar as imediações do palácio presidencial os assessores de Morsi convocaram seus seguidores para dispersar pela força o protesto.

Segundo a promotoria, os partidários do presidente atacaram os manifestantes. Arian e Beltagui são suspeitos de incitar através dos meios de comunicação que as manifestações fossem dissolvidas pela força.  Morsi, deposto em 3 de julho, foi detido pelos militares e se encontra em prisão domiciliar em local desconhecido.

O presidente deposto também será julgado por ter insultado o Poder Judiciário e por suposta vinculação com o grupo palestino Hamas para perpetrar "ações inimigas contra o país", entre outras acusações. / EFE e REUTERS

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