EFE/CRISTIAN HERNÁNDEZ
EFE/CRISTIAN HERNÁNDEZ

Justiça eleitoral da Venezuela divulgará decisão sobre referendo contra Maduro

Conselho Nacional Eleitoral prometeu para a tarde desta segunda-feira anuncio em que confirmará ou não se a principal coalizão opositora pode continuar com o processo contra o presidente chavista

O Estado de S. Paulo

01 Agosto 2016 | 12h37

CARACAS - O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela anunciará nesta segunda-feira, 1º, se a oposição poderá avançar com o referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro, em meio a uma crescente tensão política e descontentamento popular.

O CNE convocou para as 16 horas (17 horas de Brasília) o anúncio para confirmar ou não se a Mesa da Unidade Democrática (MUD) - principal coalizão opositora do país - reuniu as cerca de 200 mil assinaturas necessárias para validar o referendo, depois de, na semana passada, causar irritação por postergar a decisão.

A coalizão opositora exige rapidez da Justiça eleitoral para que possa realizar o referendo ainda este ano e por isso quer começar o quanto antes a segunda etapa do processo: recolher outros quatro milhões de assinaturas (equivalentes a 20% dos eleitores registrados no CNE) necessárias para que se convoque a consulta.

"A revogação é para que se acabe as filas, para que haja comida e medicamentos, para que o dinheiro chegue às pessoas, para que haja segurança. Com Maduro, não vamos resolver a crise, por isso temos de revogá-lo", defende o ex-candidato presidencial opositor e governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles.

A MUD acusa o CNE de ser aliado do governo e de atrasar o processo de propósito para evitar que a consulta seja feita antes de 10 de janeiro de 2017. Esse limite é fundamental: se o referendo acontecer antes desta data Maduro perder, haverá novas eleições; mas se ele for revogado depois dessa data, os dois anos de mandato que ficarão faltando serão completados por seu vice-presidente. / AFP

 

Mais conteúdo sobre:
Venezuela Caracas Nicolás Maduro

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.