REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Justiça eleitoral da Venezuela marca data de eleição parlamentar

Opositores ao chavismo, entre eles Leopoldo López, estão há quase um mês em greve de fome para protestar contra a falta de data

O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2015 | 14h47

CARACAS - O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela marcou para 6 de dezembro a data das eleições parlamentares no país após meses de pressão da oposição, países vizinhos e entidades internacionais. 

Opositores presos por comandar protestos contra o governo, entre eles o ex-prefeito de Chacao Leopoldo López, estão há quase um mês em greve de fome para protestar contra a falta de data para eleição e outras demandas, entre elas a libertação de opositores presos. 

Segundo a presidente do CNE, Tibisay Lucena, a campanha eleitoral começará em 13 de novembro acabará em 3 de dezembro. Na eleição, serão renovados os 165 assentos da Assembleia Nacional, que é unicameral. A votação será monitorada por delegados da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). 

"Nunca se deu sinais de que não haveria eleições neste ano, apesar da tremenda campanha de descrédito feita pela oposição", disse Tibisay. "O CNE não age sob pressão. Essas acusações e outras, como a de que estaríamos mudando o domicílio de votação dos eleitores, são absurdas."

A presidente do CNE ainda elogiou o processo eleitoral venezuelano, que qualificou como um dos mais seguros do mundo. "Somos o único país do mundo a divulgar os resultados no mesmo dia da votação", afirmou.

O presidente Nicolás Maduro comemorou a marcação das eleições e pediu mobilização dos chavistas para manter a maioria na Assembleia Nacional."Já temos data para a batalha por uma nova vitória popular: 6 de dezembro todos têm uma reunião com a história", escreveu o líder chavista no Twitter. "Vamos vencer, Pátria." A primeira vitória eleitoral de Hugo Chávez ocorreu em 6 de dezembro de 1998.

Na oposição, o clima também era de otimismo. O governador de Miranda, Henrique Capriles, derrotado nas últimas duas eleições presidenciais, comemorou a marcação da data da votação. "Por fim temos a data. União e mudança, mais do que nunca", escreveu, também em sua conta na rede social. "Cada venezuelano tem a força necessária para fazê-lo. " 

O Partido Voluntad Popular, liderado por López, deve se pronunciar ainda hoje sobre a decisão do CNE. Especula-se que com a marcação o opositor possa encerrar a greve de fome. / EFE

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