Evan Vucci/AP Photo
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Justiça emite nova sentença contra último veto migratório de Trump nos EUA

Juiz de Maryland diz que o discurso de Trump contra imigrantes e no Twitter contribui para o caráter discriminatório da proibição

O Estado de S.Paulo

18 Outubro 2017 | 12h21

WASHINGTON - Um dia depois de um juiz federal do Havaí bloquear a última versão do veto migratório do presidente americano, Donald Trump, um magistrado de  Maryland emitiu uma outra sentença proibindo a Casa Branca de barrar imigrantes de oito países

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A nova sentença, apesar de menos abrangente que a primeira, contém críticas diretas ao presidente. Nela, o juiz Theodore Chuang diz que o discurso de Trump contra imigrantes e no Twitter contribui para o caráter discriminatório do veto.  A decisão, contudo, se aplica apenas a imigrantes com laços com os Estados Unidos, sejam de parentesco, de estudo ou profissionais. 

A decisão de terça-feira, do juiz Derrick Watson, determina a suspensão do decreto presidencial que proíbe a entrada de cidadãos Chade, Irã, Líbia, Síria, Somália, Síria e Iêmen em solo americano.

Como a sentença de Watson não analisou especificamente as razões do bloqueio a funcionários venezuelanos e norte-coreanos, manteve-se o veto à entrada destes cidadãos.

Este novo decreto migratório - o terceiro assinado por Trump, já que os anteriores também foram bloqueados pela Justiça - deveria entrar em vigor hoje.

Em 24 de setembro, Trump emitiu uma nova versão de sua tentativa de fechar as fronteiras do país a cidadãos de certos países de maioria muçulmana, mas surpreendeu ao incluir no decreto funcionários da Venezuela, que são objeto de sanções específicas.

Nesta terça-feira, o juiz Watson considerou que esta terceira edição "sofre precisamente do mesmo problema" que a versão anterior: "não demonstra que o ingresso de mais de 150 milhões de pessoas de seis países seria um prejuízo aos interesses dos Estados Unidos".

A Casa Branca reagiu apontando uma decisão "perigosamente equivocada" do juiz Watson, que "mina os esforços do presidente para manter os cidadãos americanos seguros"./ AFP E WASHINGTON POST

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