Justiça espanhola pede fiança para genro do rei

A promotoria espanhola pediu nesta quarta-feira uma fiança de 8,2 milhões de euros (US$ 10,5 milhões) para o genro do rei da Espanha, Iñaki Urdangarín, de 44 anos, e seu antigo sócio pelo possível envolvimento em uma série de casos de corrupção. Urdangarín e o sócio Diego Torres fizeram negócios entre os governos regionais de Valência e das Ilhas Baleares e o Instituto Noos, uma Organização Não Governamental (ONG) comandada pelos dois. Urdangarín e Torres são acusados de terem fraudado os cofres públicos das regiões em detrimento da ONG, informou o jornal El País. O genro do rei e Torres, contudo, afirmam que a Noos é uma entidade sem fins lucrativos e negam qualquer irregularidade. Segundo a Justiça espanhola, os contratos entre os governos e a ONG foram feitos sem licitação, o que é proibido.

AE, Agência Estado

21 de novembro de 2012 | 15h25

A solicitação de uma fiança civil ainda depende da aprovação do juiz e o montante só deverá ser pago caso os acusados sejam condenados. No entanto, o pagamento não livra os dois de cumprirem pena na prisão, ele servirá apenas para cobrir as responsabilidades derivadas de uma possível condenação. Se forem incapazes de pagar os 8,2 milhões de euros, o tribunal pode apreender os bens e propriedades para satisfazer a fiança.

Urdangarín é casado com Cristina, filha do meio dos reis Juan Carlos e Sofía, e está sendo investigado há dois anos por contratos públicos supostamente assinados entre 2004 e 2006 entre os governos regionais e a ONG sem fins lucrativos, que ele presidia.

A acusação sustenta que o genro do rei se beneficiou de sua posição na família real para acessar doações públicas no valor de US$ 10 milhões. Junto com seu sócio, ele teria desviado a metade do montante a paraísos fiscais e empresas.

O genro do rei não foi preso, nem foi acusado formalmente de qualquer delito. No entanto, seu sócio, Diego Torres, é acusado de falsificação, abuso de confiança, fraude de gestão e desvio de bens públicos, crimes que poderiam somar uma pena de mais de quatro anos de prisão.

As informações são da Associated Press.

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