OSCAR DEL POZO / AFP
OSCAR DEL POZO / AFP

Justiça espanhola suspende exumação do corpo do ditador Francisco Franco

Suprema Corte decidiu por unanimidade adiar por precaução a iniciativa do governo socialista de Pedro Sánchez, marcada para o dia 10; Executivo diz que aguardará que corte profira sentença sobre o mérito do caso nos próximos meses

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2019 | 08h56

MADRI - A Suprema Corte da Espanha decidiu nesta terça-feira, 4, suspender por precaução a exumação dos restos mortais do ditador Francisco Franco de seu mausoléu, enquanto o recurso apresentado pela família é examinado.

A exumação, marcada para a próxima segunda-feira, está no centro de uma batalha judicial entre o governo socialista de Pedro Sánchez e os descendentes do ditador que governou a Espanha com mão de ferro de 1939 a 1975 e está enterrado em um mausoléu faraônico perto de Madri.

A Suprema Corte apontou em um comunicado que uma de suas câmaras "decidiu por unanimidade suspender por precaução a exumação dos restos mortais de Francisco Franco Bahamonde que ocorreria em 10 de junho". 

Para a mais alta instância judiciária da Espanha, a suspensão visa evitar "danos" que poderiam ser causados à família do ditador, mas também ao Estado, se o recurso dos descendentes de Franco for finalmente aceito. O que forçaria a devolução do corpo para onde está atualmente.

"O governo adiará a execução da exumação até que seja proferida sentença sobre o mérito do caso nos próximos meses", informou o executivo em nota na qual manifesta sua confiança de que Suprema Corte não aceitará o recurso da família de Franco.

Anunciado com alarde logo após a chegada de Sánchez ao poder, há um ano, a exumação de Franco está se tornando um pesadelo para o governo espanhol.

Sua execução, inicialmente prevista para o final do verão de 2018, foi adiada devido a batalha judicial travada pela família do ex-ditador para interromper o processo.

Além disso, no caso de uma transferência, os descendentes do ditador querem que ele seja enterrado na catedral de Almudena, no centro de Madri, mas  governo optou pelo discreto cemitério El Pardo. / AFP

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