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Justiça da França abre investigação contra ministro de Macron

Imprensa local diz que a mulher de Richard Ferrand foi beneficiada pela concessão de um contrato de aluguel por parte de uma seguradora da qual ele era diretor-geral

O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2017 | 04h56
Atualizado 01 de junho de 2017 | 08h13

BREST, FRANÇA - A Justiça da França anunciou nesta quinta-feira, 1.º, a abertura de uma investigação preliminar por supostas irregularidades sobre uma transação imobiliária que envolve um ministro do presidente Emmanuel Macron.

O anúncio da investigação de Richard Ferrand, ministro da Coesão de Território, coincide com a apresentação de uma nova lei sobre ética na política que o chefe de Estado havia prometido durante a campanha eleitoral.

Na semana passada, a imprensa revelou que a companheira de Ferrand foi beneficiada pela concessão de um contrato de aluguel por parte de uma seguradora da qual ele era diretor-geral entre 1998 e 2012.

Também está sendo investigado um contrato de seu filho, que trabalhou vários meses como assistente parlamentar de Ferrand.

A Promotoria havia considerado anteriormente que estes fatos não constituíam uma infração, mas após uma "análise de elementos complementares", decidiu pedir à polícia a abertura de uma investigação preliminar.

"Esta investigação terá o objetivo de reunir todos os dados que permitam uma análise completa dos fatos e entender se estes são suscetíveis ou não a ser uma infração penal", afirmou o promotor Eric Mathais em um comunicado.

Ferrand nega categoricamente ter cometido qualquer irregularidade e descartou a possibilidade de renunciar ao cargo.

Contudo, em plena elaboração de uma lei sobre a ética na política, o caso fragiliza a posição do ex-socialista, que foi um dos primeiros políticos a anunciar apoio a Macron. / AFP

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