Justiça francesa indicia jihadista extraditado pela Bulgária

Fritz-Joly Joachin, de 29 anos, sobre o qual pesa uma ordem europeia de prisão, foi entregue hoje para autoridades da França

O Estado de S. Paulo

29 de janeiro de 2015 | 21h01

SÓFIA - O jihadista extraditado pela Bulgária foi formalmente indiciado pela Justiça francesa nesta quinta-feira, 29. Fritz-Joly Joachin, que ficará detido por pelo menos quatro meses, durante a conclusão do inquérito, é acusado de terrorismo e associação com os irmãos Kouachi, responsáveis pelo atentado contra o jornal de humor francês Charlie Hebdo.

"Fritz-Joly Joachin, sobre o qual pesa uma ordem europeia de prisão, foi entregue hoje para autoridades francesas. A entrega aconteceu em Sofia", disse Miglena Tyankova, presidente do tribunal regional de Haskovo.

Joachin foi transferido ontem à noite da prisão preventiva de Haskovo, no sul da Bulgária, para Sofia sob fortes medidas de segurança. Na capital búlgara, ele foi entregue para agentes franceses, informou a juíza para a Agência Efe.

De origem haitiana e convertido ao islamismo, Joachin foi detido quando pretendia atravessar a fronteira búlgara para a Turquia.

A França o buscava então por suposta tentativa de sequestro de seu filho de três anos, com quem pretendia viajar para a Síria.

A prisão de Joachin ocorreu na Bulgária seis dias antes do atentado contra o semanário de humor "Charlie Hebdo" e um supermercado judeu em Paris.

Depois dessa primeira acusação, a Bulgária recebeu em 12 de janeiro uma segunda ordem de detenção por suspeita de envolvimento com um grupo terrorista.

Joachin admitiu que é amigo da infância dos irmãos Kouachi e concordou em ser extraditado, mas nega qualquer envolvimento no atentado de Paris.

O francês assegura ter tido relações comerciais com os irmãos Said e Chérif Kouachi, responsáveis pelo atentado. / AP e EFE

 

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