Justiça francesa recusa-se a voltar a prender Papon

O principal tribunal de apelações da França rejeitou, nesta quinta-feira, um pedido do ministério da Justiça para tornar a enviar à prisão o colaborador dos nazistas Maurice Papon, para que complete sua sentença a 10 anos de prisão. Papon, de 92 anos, foi condenado em 1998 por cumplicidade com crimes de lesa-humanidade por ter participado da deportação de judeus da França durante a 2ª Guerra Mundial. Começou a cumprir a sentença em 1999. Foi colocado em liberdade em setembro, de acordo com uma nova lei que permite a libertação antecipada de prisioneiros enfermos e idosos. O colaboracionista, que anos atrás submeteu-se a uma cirurgia nas coronárias e à implantação de um marcapasso, cumpriu apenas três dos dez anos a que foi condenado. Sua libertação causou indignação e o ministério da Justiça iniciou o processo na tentativa de fazê-lo retornar ao cárcere.O motivo da anterior condenação de Papon foi sua participação na deportação de 1.600 judeus da zona de Bordéus para os campos de extermínio nazistas. Durante a ocupação alemã na França, ele era o segundo funcionário da hierarquia em Bordéus. Após ser condenado, Papon fugiu para a Suíça, mas foi detido e reconduzido à França.

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