Justiça israelense se nega a investigar conflito com Hezbollah

A Corte Suprema de Justiça de Israel rejeitou, na noite de quinta-feira, as reivindicações de uma investigação judicial sobre a atuação do governo e das Forças Armadas no conflito contra a milícia xiita libanesa Hezbollah.O tribunal, formado por sete juízes da Corte Suprema, rejeitou por quatro votos contra três, as reivindicações de organizações independentes e de reservistas que participaram dos combates em julho e agosto.O governo, apesar dos protestos, formou sua própria comissão, que está analisando a sua atuação. O chefe das Forças Armadas, general Dan Halutz, montou dezenas de comissões formadas por oficiais a fim de investigar as queixas dos reservistas.Após o cessar-fogo aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, com a sua resolução 1701, centenas de reservistas exigiram a renúncia do primeiro-ministro Ehud Olmert, do ministro da Defesa, Amir Peretz, e de Halutz, a quem responsabilizam por graves erros. "O Governo e as Forças Armadas não podem investigar a si mesmos", argumentaram os autores da ação, que exigiam uma investigação judicial, independente do Poder Executivo. Os juízes, porém, consideraram insatisfatória a decisão do governo de nomear a comissão que investiga os fatos desde a captura de dois soldados ainda cativos no Líbano, em 12 de julho, até o armistício promovido pelo Conselho de Segurança da ONU, que entrou em vigor em 14 de agosto. O governo não se afastou da lei ao criar a comissão, disseram os juízes que rejeitaram a demanda.

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