Kyodo/Reuters
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Justiça japonesa absolve executivos da usina nuclear de Fukushima

Três ex- diretores da Tokyo Eletric Power foram inocentados das denúncias de negligência pelo ocorrido em 2011

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2019 | 02h41

TÓQUIO - A Corte do distrito de Tóquio absolveu três ex-executivos da Tokyo Eletric Power (Tepco) das acusações de negligência pelo desastre na usina nuclear de Fukushima, em 2011. O julgamento desta quinta-feira, 19, é o primeiro caso criminal envolvendo crises em instalações nucleares desde Chernobyl, em 1986.

Ex-presidente da Tepco, Tsunehisa Katsumata, e os ex-executivos Sakae Muto e Ichiro Takekuro foram declarados inocentes das denuncias de negligência. O julgamento, que começou em junho de 2017, foi conduzido por advogados nomeados pelo Estado depois dos procuradores decidirem não prestar queixas contra os executivos da companhia.

No dia 11 de março de 2011, três  reatores da usina nuclear de Fukushima entraram em colapso após a região ser atingida por um terremoto de 9 graus na escala Richter. Em seguida, um tsunami com ondas de 10 metros passou por cima das cidades costeiras no nordeste do país. 

A montanha de água invadiu a usina e destruiu o sistema interno de geração de energia. Sem eletricidade, não foi possível resfriar o combustível nuclear e os reatores derreteram.

As autoridades japonesas dizem que a radiação liberada foi pequena e nenhum morador adoeceu ou morreu. Mas a vida nunca voltou ao normal. Antes do acidente, a Província de Fukushima tinha 2 milhões de habitantes. Em 2018, sete anos depois do acidente, mais de 50 mil pessoas continuavam vivendo fora da cidade, na condição de refugiados, com auxílio financeiro de Tóquio. / Com informações da AFP

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