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Justiça japonesa condena soldado americano por assassinato

William Reese, de 22 anos, membro da Marinha americana, foi condenado nesta sexta-feira no Japão pelo assassinato de uma japonesa na cidade portuária de Yokosuka, ao sul de Tóquio. Tripulante do porta-aviões Kitty Hawk, Reese confessou ao Tribunal provincial de Yokohama ter agredido Yoshie Sato, de 56 anos, mas garantiu que sua intenção não era matar a vítima.O juiz Masazo Ogura afirmou que "o acusado gastou seu dinheiro em bebidas e matou a vítima com a intenção de roubar seu dinheiro", e julgou que "seus atos foram extremamente egoístas, mostrando indiferença pela vida de uma pessoa"."O crime de um soldado dos EUA impressionou seriamente e semeou o medo entre as pessoas que vivem perto da base americana", acrescentou. A Promotoria acusou Reese de assassinato em 3 de janeiro e pediu a prisão perpétua. Segundo o relatório da acusação, o soldado americano tentou sem sucesso roubar a bolsa de Sato na rua, e depois a forçou a entrar num edifício próximo, onde a surrou durante 10 minutos. Reese foi acusado também de roubar 15 mil ienes e de fugir da cena do crime. Foi detido pela polícia japonesa quatro dias depois.Dinheiro para beberSegundo a Promotoria, Reese disse aos investigadores que queria dinheiro para beber. Os advogados da defesa disseram que o marinheiro não tinha a intenção de matar a mulher, mas não negaram que ele sabia que podia causar a sua morte.O Acordo estatutário sobre as Forças Armadas entre Japão e EUA não obriga o Exército americano a entregar os suspeitos antes que haja acusações formais contra eles. No entanto, em 1995 o governo americano aceitou entregar à Justiça japonesa os suspeitos de crimes graves, como Reese. É a primeira aplicação desta exceção.Os EUA mantêm no Japão 44.590 soldados, quase dois terços do contingente estão em Okinawa, no extremo sul do país. Nas povoações próximas às bases, instaladas desde a II Guerra Mundial, existe uma forte rejeição à presença militar americana, alimentada pelos casos de militares julgados por estupro.

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