Justiça mantém processo contra arquidiocese de Boston

A juíza Constance Sweeney descartou hoje o argumento de que a Primeira Emenda ca Constituição americana (que garante liberdade de expressão e de culto) proíbe que o Judiciário interfira nos assuntos internos da Igreja e manteve as ações que acusam a arquidiocese de Boston de ignorar os alertas de que padres vinham cometendo atos de abuso sexual.Advogados de ambas as partes disseram que continuam esperando que as ações possam ser resolvidas fora dos tribunais, por meio de acordos. A Igreja católica havia argumentado, no mês passado, que a separação entre Estado e Igreja proíbe a Justiça de se intrometer na forma como as autoridades eclesiásticas supervisionam seus subordinados. A arquidiocese disse que o apelo à Primeira Emenda era necessário para que as empresas de seguro se convencessem de que a Igreja havia feito todo o possível para se defender na questão.Membros da Igreja têm a esperança de que pelo menos parte dos acordos de indenização venha a ser coberta por seguradoras. Advogados das vítimas disseram que as autoridades eclesiásticas usaram a apelação para esquivarem-se das responsabilidades, e argumentaram que a separação entre Igreja e Estado não protege a conduta de padres e de seus superiores.?A decisão reconhece que a Igreja, apenas por ser uma instituição religiosa, não está acima da lei?, disse o advogado Roderick McLeish Jr., cuja firma representa 270 supostas vítimas de abuso. A arquidiocese se absteve de comentar.

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