Justiça nega divulgação de resultado eleitoral no Zimbábue

Eleição presidencial segue sem anúncio oficial de vencedor; oposição confirma greve geral a partir de terça

Efe e Associated Press,

14 de abril de 2008 | 11h25

A Suprema Corte do Zimbábue se recusou, nesta segunda-feira, 14, a ordenar a divulgação imediata dos resultados das eleições presidenciais de 29 de março. A oposição havia feito o pedido como forma de pressionar a comissão eleitoral do país. Após o anúncio, a oposição confirmou a convocação para a greve geral no país a partir desta terça.   Até o momento, nenhum resultado oficial das eleições presidenciais foi divulgado. O Movimento pela Mudança Democrática, liderado por Morgan Tsvangirai, era o autor da ação. Tsvangirai é o principal rival na eleição do atual presidente do país, Robert Mugabe. Há 28 anos no poder, Mugabe é acusado pelos oposicionistas de tentar fraudar as eleições. O atual líder nega as acusações.   O MDC pode recorrer à Corte Suprema, a partir da decisão judicial. A princípio, as autoridades eleitorais disseram que os resultados seriam divulgados quando terminasse a verificação das atas, mas depois ficou pendente da decisão anunciada.   A decisão acontece depois que a recente cúpula dos países do sul da África, realizada em Lusaka, pediu às autoridades eleitorais do Zimbábue que acelerassem a difusão dos dados das eleições, com respeito ao esquema legal.   A Comissão Eleitoral anunciou que no próximo sábado fará uma apuração de 23 circunscrições eleitorais, das 207 nas quais ocorreu a votação, por causa de uma série de irregularidades denunciadas por agentes eleitorais. A oposição pediu que a apuração seja paralisada e reclamou que a Comissão Eleitoral não permite a entrada de seus representantes ao órgão central.   O regime de Mugabe foi acusado de manipular as eleições presidenciais do 2002 e as parlamentares de 2005, e a oposição teme que algo semelhante volte a acontecer.    Atentado   A agência France Presse divulgou nesta segunda-feira, 14, que um agente eleitoral da oposição foi morto no último sábado, 12, por partidários do presidente Robert Mugabe.   Atualizada às 13h15

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