REUTERS/Guadalupe Pardo
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Justiça ordena prisão de ex-presidente peruano por caso Odebrecht

Pedro Pablo Kuczynski ficará detido preventivamente por 10 dias no âmbito da investigação sobre lavagem de dinheiro no caso da construtora brasileira

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2019 | 11h25
Atualizado 10 de abril de 2019 | 11h55

LIMA - O Poder Judiciário do Peru ordenou nesta quarta-feira, 10, a detenção por dez dias do ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski, no âmbito de uma investigação por suposto crime de lavagem de dinheiro no escândalo de corrupção envolvendo a construtora brasileira Odebrecht

"O Terceiro Juiz de Instrução Preliminar ordenou a detenção preventiva de 10 dias contra o ex-Presidente Pedro Pablo Kuczynski, no âmbito da investigação que está sendo conduzida pelo alegado crime de lavagem de dinheiro no caso da Odebrecht", indica em um comunicou o Poder Judiciário.

A ordem veio do Superior Tribunal de Justiça Especializado em Delitos de Crime Organizado, que aceitou um pedido do promotor especial da Operação Lavo Jato/Odebrecht, José Domingo Pérez, que investiga o ex-presidente. O juiz também autorizou a promotoria a revistar a casa de Kuczynski por 48 horas, em busca de documentos relacionados ao caso. 

Kuczynski, de 80 anos, renunciou em março de 2018 à presidência - que assumiu em 2016 - em função desse escândalo. O ex-governante peruano foi o primeiro presidente em exercício na América Latina a renunciar ao cargo por causa de seus laços com a construtora brasileira Odebrecht. 

O caso também atingiu os presidentes peruanos Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016), todos sob investigação da promotoria. 

A Odebrecht admitiu em 2016 às autoridades americanas que pagou propinas no valor de 29 milhões de dólares no Peru entre 2005 e 2014. / AFP

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