Justiça ordena prisão preventiva de ex-presidente taiuanês

Chen Shui-bian é acusado de lavagem de dinheiro; ele afirma que sofreu maus-tratos durante detenção

Efe,

12 de novembro de 2008 | 02h41

Um tribunal de Taipé ordenou nesta quarta-feira, 12, a prisão preventiva do ex-presidente taiuanês Chen Shui-bian, a pedido da Procuradoria Anticorrupção, por acusações de lavagem de dinheiro e outros delitos. A decisão aconteceu após 11 horas de deliberação e depois da transferência de Chen ao Hospital da Universidade Nacional de Taiwan para que ele tivesse o braço direito examinado, por supostos maus tratos durante sua detenção. O ex-líder disse ao tribunal que tinha sido agredido pela Polícia, mas o porta-voz da Procuradoria, Chen Yun-nan, assegurou que "as acusações de Chen não correspondem à realidade". Analistas e políticos locais temem que a detenção de Chen cause maiores divisões e inclusive distúrbios na ilha, muito dividida sobre o tema da identidade frente à China. Nas últimas semanas, foram presos nove dos homens de confiança do ex-presidente, incluindo o ex-vice-primeiro-ministro Chiu Yi-jen, em relação com as acusações a Chen. Acusações As acusações contra Chen surgiram em 2006, quando se descobriu o uso de notas falsas por sua esposa, Wu Shu-chen, para justificar despesas de um orçamento presidencial, mas devido a sua imunidade presidencial só ela pôde ser acusada formalmente. O dirigente independentista reconheceu o envio ao estrangeiro de dezenas de milhões de dólares a contas de seus parentes, procedentes, segundo ele, de contribuições políticas não declaradas. Chen também é acusado de apropriação ilícita de documentos secretos que supostamente pegou da Presidência quando deixou seu cargo em maio de 2008. O novo presidente taiuanês, Ma Ying-jeou, abandonou a postura de Chen de separação definitiva da China, e iniciou uma aproximação econômica com Pequim.

Tudo o que sabemos sobre:
Taiwancorrupção

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.